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quinta-feira, 24 de junho de 2010
terça-feira, 30 de junho de 2009
Me engana que eu gosto!

Ah, tá! Quer dizer então que o Michael Jackson morreu? Ta bom. E a Madonna? Foi canonizada pelo Vaticano? Sei não, viu, mas eu tenho a impressão que caímos todos numa enorme pegadinha.
Falo isso porque tenho certeza de que essa treta toda de morte do “rei do pop” saiu da cabeça de um fã maluco que o Michael Jackson conheceu em 1996 no Pelourinho, quando ele foi lá gravar um clipe: um tal de Bilidim. O cara, pagodeiro dos bons, é primo do Vampeta, aprendeu tocar timbau com Carlinhos Brown e foi apresentado pelo cacique do candeal ao rei do pop. Ficaram muito amigos e, foi através dele que Michael teve sua primeira experiência com drogas pesadas como, por exemplo, ouvir um CD com toda coletânea de músicas do É o tcham.
A partir daquele momento, passaram a se falar muito pelo MSN. Um dia desses, Michael, atolado em dívidas, resolveu pedir ajuda ao seu novo amigo.
- Cara, a coisa tá preta.
-Ué, e as pomadas, não estando fazendo mais efeito?
- Não é isso não. É que o gerente do meu banco me ligou dizendo que meu saldo não sai do vermelho. Estou falido. Preciso encontrar um jeito de conseguir ganhar muita grana.
-Porque você não tira umas férias, arranja um disfarce, vem aqui pra Salvador? Todo mundo vai pensar que você morreu. Você vai ver. Não vai ficar um cd seu na prateleira. Vão querer pagar milhões por tudo que tenha seu nome.
Michael Jackson topou na hora a sugestão de Bilidim e tudo aconteceu como planejado. Desde que foi anunciada a sua suposta morte, a venda dos seus cd’s dispararam e, pasmem, todo mundo continuou comprando pela internet ingressos para aquele que seria seu último show.
Enquanto isso, na ladeira do Pelô, os turistas estão encantados com aquela atípica baiana, branca e magrinha, de voz fina, óculos escuros, falando inglês fluentemente e distribuindo quitutes do seu tabuleiro, tais como cocada, caruru e vatapá, pra garotada.
E o que é mais curioso, sem cobrar nada.
domingo, 2 de novembro de 2008
EXTRAVASA!!!
Ultimamente pensamentos terríveis insistem em rondar meu pensamento. Coisas absurdas como cortar os pulsos, deixar de tomar toddynho pelo resto da vida ou o que é pior, ouvir um cd inteiro com as melhores (?!) músicas do Latino.
Tudo por causa da enxurrada de elogios que recebí por causa de uma bobagem que escreví (sobre outra bobagem que escreveram) lá no início do ano.
Amiguinhos anônimos, aqui vai um recado. Isso aqui é um blog de humor, queridinhos. Não percam tempo na internet com essas bobagens que escrevo. Quer um conselho? Desliguem o computador e tentem algo mais inteligível para vossas pobres almas, de preferência na televisão, tipo TV Fama, com Nelson Rubens.
Tudo por causa da enxurrada de elogios que recebí por causa de uma bobagem que escreví (sobre outra bobagem que escreveram) lá no início do ano.
Amiguinhos anônimos, aqui vai um recado. Isso aqui é um blog de humor, queridinhos. Não percam tempo na internet com essas bobagens que escrevo. Quer um conselho? Desliguem o computador e tentem algo mais inteligível para vossas pobres almas, de preferência na televisão, tipo TV Fama, com Nelson Rubens.
terça-feira, 20 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
BOLHA DE SABÃO

Claudia Leitte se arrisca como poeta
A ex-cantora do Babado Novo, que recentemente iniciou sua carreira solo, resolveu embarcar em uma empreitada distinta. Claudinha Leitte adentrou um outro campo da criação artística humana e criou um poema dedicado à sobrinha, sendo o mais recente nome a se juntar a um espectro que compreende Gregório de Mattos (1633-1696), Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) e Manuel Bandeira (1886-1968) na produção histórica nacional.
O título, em latim, significa que “nem tudo aquilo que é lícito é honesto”. O poema, enviado ao site Globo.com, por sua assessoria de imprensa, é apresentado na íntegra e na versão original.
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Voce já viu aqui a Carla Perez lendo(?) roteiro de Nelson Rodrigues. Agora vem a Claudinha Leite dando uma de poeta. O que mais falta acontecer?
( ) Márcio Vítor, autor de "Toda boa" entrar para a Academia Brasileira de Letras
( ) Compadre Washington ser nomeado o novo ministro da Cultura
( ) O uso da "Dança do créu" em substituição ao Hino Nacional
( ) Latino gravar toda obra de Fernando Pessoa em ritmo de funk
( ) NDA -não duvide do amanhã
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Serpentina, suor e cinzas...

Agora que o carnaval acabou, a cidade de Salvador, após uma longa semana de festa, pode finalmente voltar a sua rotina normal. Carnaval só ano que vem. O jeito é ir se contentando com os ensaios das bandas, as Lavagens do Bonfim, Pelourinho, as micaretas e, finalmente, o Festival de Verão. Como é duro ser baiano. Dá até pra imaginar como será o calendário entediante de quem vive na capital baiana esperando logo que fevereiro chegue pra pular no carnaval.
MARÇO – Lavagem do Bonfim com direito a promessa para que ano que vem o preço do abadá seja mais barato. E show com Ivete, Chiclete E Asa.
MARÇO – Lavagem do Bonfim com direito a promessa para que ano que vem o preço do abadá seja mais barato. E show com Ivete, Chiclete E Asa.
ABRIL – Vigésima comemoração dos 100 anos de Dona Canô que, apesar de residir em Santo Amaro, fará a festa no estádio da Fonte Nova que é pra caber os egos de Caetano e Betânia, além da Preta Gil. E, claro, show de Ivete, Chiclete e Asa.
MAIO – Gravação do DVD ao vivo de Carla Cristina que anuncia a volta do grupo “As meninas” com 17 versões de “Bom xibom xibom bom bom”, em forró, reaggue, axé, rap, tecno etc Além da indispensável presença de Ivete, Chiclete e Asa.
JUNHO – Finalmente algo bem original, afinal, como não poderia deixar de ser uma festa de São João tipicamente junina não tem graça se não tiver Dominguinhos (com participação de Ivete), Nando Cordel (com participação de Chiclete) e Gaviões do Forró (com participação do Asa)
JULHO – O evento do ano. O primeiro aniversário da morte de ACM vai ser comemorado com um mega show com um público de dar inveja a qualquer BA-VI. Ganha uma foto do cabeça branca quem adivinhar quem não pode faltar nessa festa.
AGOSTO – Um super show com a 18ª despedida de Claudinha Leite do Babado Novo, com participação de Ivete (acompanhada do seu 25° namorado, dessa vez um ucraniano radicado no Azerbaijão), Chiclete e Asa.
SETEMBRO – Lançamento do CD solo de Tatau, cantando músicas que falavam do Araketu numa nova versão: “o Tatau, o Tatau quando toca, deixa todo mundo pulando que nem pipoca..” ou então “não dá pra esconder o que sinto por você, Tatau, não dá, não dá, não dá, não dá.....” E com aquele canja super esperta de Ivete, Chiclete e Asa.
OUTUBRO – Lançamento do novo DVD de Daniela Mercury com toda uma referência à negritude negra dos negros da Bahia, a participação da Orquestra Sinfônica da República Dominicana, 350 bailarinos, DJ`s londrinos e repentistas da Paraíba, além da participação de Lenine, Chico César e Zeca Baleiro.
Mas o show só vai valer a pena mesmo porque vai ter a participação de Ivete, Chiclete e Asa.
NOVEMBRO – Um mega show na Praça Castro Alves pra lançar o bloco “Fogo de Palha” com presenças mais que necessárias de Gilmelândia, Netinho, Ricardo Chaves e Tomate.
(Ah! Ivete, Chiclete e Asa não vão poder participar pois vão estar ocupados com as micaretas em outros estados) Sorte deles!
DEZEMBRO – De cima do Elevador Lacerda o governador Jacques Wagner devidamente fantasiado de Papai Noel, acompanhado do anão de jardim ACM Neto fantasiado de duende, desejarão a todos um Feliz Natal e fecharão o ano com um inesquecível show que contará com as presenças marcantes de....(dou um acarajé pra quem adivinhar!!!)
JANEIRO – É o mês dos ensaios das bandas e do Festival do Verão. Um aquecimento pra grande festa do mês seguinte que é o Carnaval. Afinal de contas depois de um logo e suado ano de trabalho nada melhor do que um showzinho de Ivete, Chiclete e Asa, não é mesmo?
sábado, 10 de novembro de 2007
AUMENTA QUE É SUCESSO!

Os paraguaios estão reclamando à tôa: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u343672.shtml
Espera só o dia em que eles ouvirem Latino, Parangolé, Guig Gheto, Oz Bambaz, Trio da Ruana...
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Som de barzinho 2000 e cacetada...

Você já percebeu como é grande o número de músicas do passado que volta e meia retornam às paradas do sucesso? Pode reparar, sejam em sua versão original, sejam regravadas (ou estragadas) por forrozeiros, funkeiros ou pagodeiros, aqui e ali tem sempre alguém dando uma cara nova a um clássico do cancioneiro popular.
Mas nesse terreno oportunista dasregravações de antigos sucessos nada se compara a simpática combinação "voz-violão" e uma platéia repleta de quarentões saudosistas. E o mais interessante é que, muitas vezes, esse formato vem atraindo não só os titios e as titias, mas também as novas gerações que curtem essas músicas com tamanha intensidade como se tivessem realmente vivido esse tempo.
Deve ser gratificante para um cara como o Zé Ramalho, por exemplo, ver "Avohai" do ano de 1977 sendo cantada por uma galera que, como eu, só tinha 5 anos quando essa música foi gravada. É, como diziam os hippies, "a maior viajem, bicho!".
Agora pense bastante e reflita: qual vai ser a "maior viajem, bicho!", dos coroas do futuro? De quais músicas nossos filhos sentirão saudade quando ficarem como nós, carecas e com uma barriguinha mantida a custo de muita cerveja gelada? Que melodias assoviarão quando, no final de um estafante dia de trabalho, finalmente voltarem pra suas casas? Que títulos farão parte daquelas clássicas coletâneas "Flash Back Anos não-sei-quanto" em seus mp3, ipod's ou o que mais for inventado daqui a trinta e tantos anos?
- "Tô ficando atoladinha"? Que coisa mais careta, pai!, dirão nossos netos.
E o que nossos filhos dirão a eles? O que todos os pais dizem a seus filhos, claro.
- Essa meninada de hoje não sabe o que é bom.
E aí quando chegar o final de semana, enquanto a molecada sair pra balada (que certamente terá outro nome) nossos filhos e seus respectivos parceiros, parceiras ou o que mais a modernidade permitir, irão praquele tradicional showzinho básico de sábado a noite onde só rola o tão benquisto "sonzinho ambiente". E, entre uma porção de batata frita e aquela não menos tradicional cervejinha gelada eles certamente exclamarão:
- Nossa! Parece que foi ontem. Se lembra, amor, como a gente se esbaldava ao som de Wanessa Camargo, Felipe Dylon ... Bons tempos aqueles!
- E o Mc Serginho cantando (!?): vai lacraia, vai lacraia! Aquilo que era música e não isso que se ouve hoje em dia.
- Amor, chama o garçom que eu vou pedir uma música pra gente.
O garçom se aproxima, a senhora pega a caneta da bolsa e escreve num guardanapo o nome da canção que embalou a juventude do casal, o início do namoro na micareta de 2004 (nossa, parece que foi ontem), o churrasquinho com pagode que rolava o domingo inteiro, bons tempos, bons tempos...ela quase chora, fita os olhos do maridão, também emocionado, quando vê o cantor fazendo sinal de positivo pra eles e, finalmente atendendo o bendito pedido. Outros casais quarentões, também presentes, não resistem e, balançando lentamente a cabeça pra lá e pra cá, se entreolham e acompanham a doce melodia (uma versão bossa nova pra "Festa no apê" do Latino) , reforçando o coro principalmente naquele verso que diz "..no meu quarto tem orgia". Nostalgia pura.
...sei não, mas do jeito que a coisa vai, eu tenho a leve impressão de que no futuro o passado não vai ser tão interessante assim como é hoje no presente.
sábado, 21 de julho de 2007
SUINGUEIRA, ARROCHA E OUTROS PALAVRÕES...

A evolução histórica, filosófica e sexual da música baiana poderia ser facilmente explicada através do corpo humano. Se você tem mais de 30 anos e puxar um pouco pela memória, com certeza vai se lembrar que na primeira fase da era paleolítica do axé, a coisa brotava mais do coração. Era um tal de "eu amo Salvador, a Bahia é linda, tudo é lindo, salve o Pelourinho, Dodô e Osmar" etc. Parecia jingle da secretaria de turismo da capital baiana. Depois a coisa ficou mais didática e intelectual, menos melosa e subiu pra cabeça. Só se ouvia falar (e cantar) em Olodum, Egito, Madagascar, enfim, de uma hora pra outra, figuras como Faraó, Osíris, Íris e Salassiê (o rei que gostava de reaggue) ficaram tão conhecidas quanto os participantes do Big Brother Brasil.
Fora isso tudo, ainda houve aquela fase em que a vogal teve importância fundamental no dialeto da moderna filosofia musical baiana. Era obrigatório que toda música tivesse um aê, aê, aê no começo, seguido de um iô, iô, iô no meio pra terminar com iá, iá, iá no final. E havia gente que ainda tinha dificuldade de decorar a letra.
Foi então que, depois de não ter mais nada que inventar, depois de já ter nascido no coração e subido pra cabeça, a música baiana foi descendo, descendo, descendo e parando no lugar de onde ela não quer sair nem a pau: no tcham da mulherada!!!! (tcham, pra quem não se lembra é um substantivo glúteo-passivo de origem betojamaicana que quer dizer bumbum). Aí a sacanagem rolou solta, meu amigo. O que teve de menininha trocando o Ylariê da Xuxa pelo pau que nasce torto do Jacaré não tava escrito!
E quando todo mundo achou que as letras das músicas do carnaval da Bahia eram o fim da picada (sem duplo sentido, por favor) eis que surge, então, o maior exemplo de falta de criatividade somado a um apelo erótico-musical nunca antes visto na história desse país, como costuma dizer nosso presidente e professor de Educação Sexual, Luis Hilário Lula da Silva: ela mesma, a tal da suingueira (ou quebradeira, pagodeira etc), que além de ser a prima feia, pobre e desdentada da axé music anda de caso com o funk e foi vista dando uns amassos no arroxa.
Trata-se daquele solo grudento de cavaquinho que, com apenas dois acordes enjoados, deixa tudo quanto é marmanjo rebolando de um jeito que nem a Gretchem fazia no programa do Chacrinha nos anos 1980. A meninada adora, fazer o que? Tem gente que nem faz idéia mais do que seja MPB, seja lá o que isso signifique hoje em dia. Querem mais é isso mesmo, somente isso: botar a mão no joelho, dar uma raladinha, cair na quebradeira e mexer a bundinha. A garota de Ipanema, coitada - que Vinícius de Moraes me perdoe a blasfêmia - já virou periguete há muito tempo na boca do povão.
Eu imagino que se existisse um manual prático de "quebradeirologia" ou “ arroxologia”, nele estariam algumas instruções básicas para se fazer sucesso com esse tipo de (argh!) música. Por exemplo:
1. A LETRA: Fica estritamente proibido uso de frases longas ou coisas que tenham algum significado real. Ou algum de vocês vai me convencer de que tem sentido algo do tipo: pompom piri, pompom piri. Ou então “venha, venha, venha, venha...” !? Portanto, esqueçam as dores do mundo, deixem o sol bater na janela do quarto do Renato Russo, o Chico Buarque olhando a banda passar ou o Djavan pensando que o dia tá frio e que tá bom pra ler um livro. O dia tá é fervendo, meu amigo, e qualidade aqui é o que menos importa, afinal de contas depois de dois capetas, duas latinhas de cerveja e um red bull na cabeça eu garanto que ninguém vai se importar com toda profundidade poética da composição. Portanto, pode caprichar em refrões de sentido bastante profundo tipo "não me chame não, viu!", "sou putão", "tô indo" ou "vou botar pressão, mamãe", sempre, é claro, repetido no mínimo umas 536 vezes.
2. AS RIMAS: São outro primor de originalidade. A música baiana nos oferece um balaio de palavras que se combinam e se completam. Por exemplo: verão rima com coração, emoção, explosão... Bahia rima com alegria, magia, fantasia. Amor rima com calor; axé rima com fé, boca com louca etc. Julieta não vale porque aí também já é demais.
Eu, talvez tomado por um súbito complexo de coroice precoce, já vendo os quarenta anos acenando ali na frente e os vinte e poucos mofando num velho álbum de fotografia (kodak, alguém se lembra?), continuo insistindo na tese de que o ridículo de antigamente, tanto na música quanto na televisão, ainda era bem melhor do que o grotesco que a gente ouve, e assiste, hoje em dia. Mesmo não me esquecendo que, em 1985, a gente achava o máximo colocar os dois dedinhos pra cima e pra baixo e sacudir o esqueleto ao som do deboxe do Luiz Caldas. Enquanto que as meninas, hoje senhoras preocupadas com suas pequenas princesas, não se cansavam de abrir a roda pra dança da galinha de Sara Jane. Que atire a primeira garrafinha de loló quem nunca fez isso há 20 anos atrás.
Mas isso não é tudo, meu caro, e como dizia Cazuza: o tempo não para. Nossos netos vêm por aí e pode ir se preparando porque o carnaval de 2030 promete bombar!!!
Bombar? Que coisa mais careta, Vô!!
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